sexta-feira, 9 de julho de 2010

Dia péssimo!



Tenho refletido muito sobre o tempo em que temos para ser feliz. Às vezes passa tão rapidamente que não percebemos o quanto seria importante dar aquele espaço para a felicidade entrar em nossas vidas, ou até mesmo a oportunidade de fazer as pessoas felizes. mas não é sobre isso que tenho que falar. Apesar de termos todas as oportunidades da vida para sermos felizes, ainda temos potencialidades de sermos tristes apenas por alguns momentos. E hoje foi meu dia de me sentir triste. Esse período em que tenho estado sem trabalho tem sido um dos períodos mais difíceis para mim, e dizer que tenho aprendido seria hipocrisia da minha parte. O que se aprende quando se tem todas as forças para fazer algo útil, quando na verdade não se pode pelo sistema social que nos cerca?
Acho que a maior garantia de graça que posso ter nesse momento é a família que temos. Nisso, questionamento nenhum pode por minha segurança de lado. Posso colocar tudo em cheque, quando dizemos que o quesito seja confiança ( o que tem sido comprovado empiricamente nesses meses que se passaram), mas a família está sendo meu porto seguro.
Onde quero chegar?!? A falta de dinheiro está me matando aos poucos. Não ter dinheiro nem para ir ao cinema é uma das coisas mais humilhantes que pode se passar o ser humano. É muito chato. Deixo de ir à um monte de lugares que seriam muito bons para mim, por falta de dinheiro opto (forçadamente) a ficar em casa. Eu não tenho conceitos de compras, não quero ter isso ou aquilo, mas gostaria de ter o direito - no mínimo - de poder pegar um ônibus. Não posso reclamar, pois tem carro aqui em casa e posso utilizá-lo. Mas é triste, é chato. Tenho me sentido constantemente assombrado com o fantasma do futuro e com a inapropriação de minha vida por pessoas alheias à minha história.
O que se constrói nessa humanidade que possa ser fruto de alegria e prosperidade para o ser humano? Conceitos de alegria? Conceitos de harmonia? Conceitos de fidelidade? Conceitos de superação? Conceitos de salvação? Conceitos e mais conceitos? O futuro assombra minha possibilidade de ser feliz "no futuro". Minhas potencialidades parecem não exercer nenhum movimento no "SEGREDO" que tanto a mídia provocou e nem a minha capacidade de positividade contribuiram para uma borboleta que bate as asas na América do Sul, pudesse provocar um furacão no outro lado do planeta. As coisas não são ondas que vão e vêm. O que são ondas que vão e vêm? Um fenomêno físico chamado MAREMOTO. Assim é minha NADA MOLE VIDA.
Terei que esperar pelo que vem à frente. Aguardar o que a vida me reserva e o que eu tenho de possibilidade para exercer meus caminhos bem traçados. Hoje acordei com uma PUTA falta de pensamento positivo e espero que você que está lendo este post compreenda isso e não me venha dizer que é somente uma fase. Vai pra PQP você e sua expectativa de um mundo melhor no futuro. Pois mundo melhor no futuro eu estou tentando pensar desde que tinha uns 12 anos, quando estudei sobre a boa convivência entre os seres humanos e de nada adiantou até hoje, aliás, nem quero comentar sobre o número alarmante de assassinatos e estupros e roubos e falta de segurança, sem contar com o enorme índices de suicídios e síndromes e síndromes que passam a existir hoje em dia. Por tantas coisas existindo, creio que chegaremos há novos filósofos e novos modificadores de pensamentos.
Hoje eu estou num dia cheio de pensamentos negativos, cheio de coisas para pensar e um futuro brilhante pela frente. É, mesmo diante de tanta chateação em minha cabeça não consigo deixar de ser otimista. Se ano que vem não conseguir nada por aqui, com certeza estarei fora deste estado. Viverei em outras regiões do país.
Eu vivo intensamente todos os meus sentimentos, para não chorar amargamente o fato de não ter vivido intensamente a vida, se hoje estou tão acabadinho... tenha certeza, amanhã estarei muito feliz. Coisas da vida e do ser humano meio louco que sou!
Good Vibes!
Aloha!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Resposta de email...








Fala, Pedroca!!!

A vida muda na medida em que nos abrimos às possibilidades de existência. Graças a Deus, tenho a capacidade de ser transformador comigo mesmo, mudar nunca é demais... aprendemos com o que somos e com aquilo que fazemos na nossa vida. Não alarmei ninguém sobre minha saída, justamente por achar que as pessoas não entenderiam o que se passava em meu coração - e não entendram e não ententem, até hoje. Durante o processo todo, tive que fazer um tremendo esforço para perceber que Deus estava me dando uma das oportunidades mais fabulosas de minha vida: crescer, amadurecer e me tornar mais pessoa. Claro, nossas escolhas tem sempre consequências positivas e negativas, essas trouxeram um pouco de cada, mas nada substitui o valor de ter uma vida nova. Estaremos bem, na medida em que vemos a VIDA como chamado integrante de Deus. E penso, depois de dez anos de caminhada - sabendo que sou, ainda, vocacionado SCJ, vale dizer -, que nenhum dos seminaristas que FORAM MANDADOS EMBORA morreram, ou deixaram de ser amados por Deus, ou perderam o sentido da VIDA, como diz a Igreja. Mas tenho usado uma frase para mim mesmo que poderia ser utilizado anteriormente, aliás, minha avó usava muito: Quem com porco se mistura, farelo come. Não fui mandado embora, tá?!? Eu mesmo saí... hehehe. Tem coisas que só vemos no futuro, com olhos mais maduros e a realidade não é fácil. Sempre disse a vocês para entrarem com tudo, com os dois pés, se possível com voadora. Continuo afirmando isso. Mas visionei outros horizontes e não me arrependo.

Porque disse isso tudo? Foi para falar que não é que não existe chamado. Eu disse, Deus não chama, quem chama é a realidade que nos circunda. Pois, todos entram no seminário porque de alguma forma a realidade que a pessoa vive chama a atenção para uma ação. E é essa realidade que vai fazer com que ela (o vocacionado) seja capaz de querer algo mais para servir e para auxiliar as pessoas. Então busca o seminário.

Refletindo sobre essa parte do livro, percebi que Deus está em todo lugar. E que a vida é tão ampla que a gente consegue servir de maneira positiva, se quisermos, em qualquer lugar que estejamos. Sou número 4 no eneagrama, sou sanguíneo de temperamento, aquariano de horóscopo, devo ter algum orixá de cabeça e um parentesco profundo com Pedro (o pescador), sei lá... sou meio libertário, meio Che, meio Fidel. Tenho um pouco de Maradona, de Dunga, de Bruno do Flamengo, Kaká da Bispa Sônia, um pouco de Dilma, de Lula, de Serra, enfim... sou livre e quero ser assim até o dia de minha morte, mutante (igual a Novela da Record que, aliás, qualquer um pode ser um mutante). E tow na vida para viver, feliz... claro que tenho motivos pessoais próprios que são a maior parcela de minhas decisões, mas isso não vêm ao caso, e só falo pessoalmente. O importante é que você também tomou sua decisão. Firme e lógica, concisa e consciente. Tentar nunca é demais nessa vida, desde que não prejudique a si mesmo e aos outros, uma hora se acerta ou sempre melhora, afinal, crescemos e evoluímos conforme se permite a vida viver-se.

O livro que me pediu, depois desse longo desvaneio chama-se:

Cativados pelo Amor: Temas de reflexão e vivência entre os jovens.

Autor: Vanderlei Soeda.

Editora: Paulinas (censurado)... kkkkk... que tosco!

Olha, um abração nessa nova vida. Mantenha contato. Tow na área! Quando quiser passear no ES terá casa aberta para recebê-lo.

Elberth Bertoli

terça-feira, 15 de junho de 2010

O tempo é cruel! Mas a ilusão é maior ainda.

Pensar no tempo ao seu favor é uma das coisas mais difíceis de fazer, quando toda a indicativa diz para você que está perdendo o tempo. Pois este é o exercício que tenho feito, acreditar que tudo tem o seu momento e a sua força a favor de nossos objetivos. Sair de uma estrada tão bem traçada e muito confortável não é nada fácil para qualquer pessoa normal. Nós acostumamos muito fácil com aquilo que nos é estruturado ao nosso gosto, ao nosso desejo e muito mais, quando já sabemos lidar com as situações de normalidade (dentro de nossos conceitos de normalidade).
Larguei tudo que tinha para alcançar o sucesso dentro do seguimento que estava, dentro de uma “carreira”, para seguir uma outra “carreira”. Engraçado, lembro-me que a sensação de deixar algo para trás, só é confortável no início. Depois de um tempo passamos a achar que estamos ou fizemos tudo errado, e mais a frente ainda, aprendemos a construir uma vida livre, sem conceitos de bom ou ruim, mas que foi construída com seu esforço. E ver que isso funciona é gratificante demais. Conhecer pessoas, gerar novos papéis e ter a consciência que suas escolhas fazem parte da construção de sua história porque você assim desejou e não um sistema que te direcionou (para não dizer, empurrou) é a coisa mais humana que me percebi fazendo.
Quando optei por deixar o seminário, eu fui vendo que estava como naquelas matérias de revistas que mostram pessoas mudando radicalmente de vida. Onde nem tudo são flores, mas há sempre um final cheio de expectativas e de buscas pelo crescimento pessoal. Eu decidi tomar conta de minha vida, ser dono e minhas coisas e de meus perfis sociais. Ter a possibilidade de dizer quem eu quero no meu ORKUT, no meu MSN, no meu FACEBOOK, sem a preocupação se a imagem de outrem seria desgastada ou não. Poder conversar com quem eu quisesse, a hora que eu quisesse. Poder excluir ou nem sequer pensar em incluir em minhas listas de contatos, com a preocupação do que poderia causar na vida da pessoa, sendo eu alguém que mostrasse o sagrado tão de cara. Livrei do peso de ter que exercer um papel, sem ser humano.
Hoje, ainda não consegui tudo que busquei, aliás, estou no início de conquistar as coisas. Entrei sem nada e saí sem nada – explicando! – naquilo que se refere a estudo. Naquilo que se refere crescimento humano, ótimo. Mas, infelizmente, o crescimento humano não me oferece emprego. Preciso de um curso superior e de um bom QI, mais o QI do que o curso superior, mas isso será alcançado até o final do ano. Depois as coisas se ajeitam.
Lembro sempre de uma conversa com alguém (não vou dizer o nome) em que dizia: não ficarei aqui por muito tempo, eu sei disso. E foi na melhor fase de minha história e de meu desenvolvimento pessoal que decidi tomar outro caminho em minha vida. Aos trinta anos, eu decidi tomar as rédeas de minha vida e escrever a minha história sob as rédeas de minha própria consciência.
Deixei os muros e vim para o “mundo”. Que riqueza, que liberdade e que sabedoria as pessoas possuem aqui fora. Muitos não pensam, no início, como seria bom o ser humano ser fiel e feliz na integralidade, mas essa situação passa depois de um tempo. Nós é que mudamos. Hoje eu converso com todos os tipos, jeitos e situações de pessoas. Todas têm pontos positivos e negativos da vida como todo. Elas construíram seus saberes acerca da vida pela experiência vivida. Engraçado! A primeira coisa que eu vi de errado comigo foi o fato de eu construir meu saber pelo que os Outros disseram ou o que a Igreja disse. Meu Deus, onde estava o senso do certo e errado que eu sempre disse ter? Eu sempre pensei ou sempre me fizeram achar que eu pensei que pensava? Na vida eu tenho somente um pensamento: vou ser feliz, estruturado, com sucesso e, acima de tudo, coerente no que eu faço.
O grande mérito do ser humano é a conquista por aquilo que é dele, com o suor de seu rosto. E só quem consegue vivenciar isso pode dizer que sabe o que é a vida. Escreverei sobre meu sucesso, não muito longe. Aguarde.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Quem pode pode...


Bom dia a todos. Ontem não terminei meu blog saudando a todos com meu ALOHA. Explico, se vocês notaram. Eu não terminei justamente porque não estava em clima para desejar alguma coisa. Ainda me restabelecendo das minhas reformulações, tento pensar positivamente para essa angústia que é a falta de emprego. Ora, o que é pior que estar em casa o dia todo enviando currículos, indo até os lugares e não obtendo acesso positivo para o que você possa ter um ofício a exercer? Não tem nada pior e sei hoje eu sei o que passa na cabeça dos desempregados do Brasil. Então, dica de veterano: se quiserem entrar para alguma entidade religiosa durante a sua juventude, tentem primeiramente um vestibular, façam um curso superior e depois pensem seriamente entrar no seminário. Investiguem se ele te dará um curso superior reconhecido e se você poderá ter algum ofício remunerado dentro dele (este último podemos descartar, se bem que há liberação de tantas coisas que não duvido se você não encontre algo que te realize ali dentro, como profissional).
Acordei pensando um pouco mais positivo, pensando um pouco mais em mim e menos no que poderia oferecer a alguém. Correndo atrás do prejuízo, vejo que o pensamento positivo é fonte de alegria. Sonhar e correr atrás dos seus objetivos são importantes e querer uma vida nova no futuro é saudável. O que posso concluir com tudo isso é que, sendo organizado da forma como penso ser, terei uma condição de vivenciar uma vida mais frutuosa, o que falta é o inicial para dar o ponta pé na minha vida e ser administrador de meus próprios bens.
Leio e me questiono se tudo o que fiz foi errado. Se sair do seminário foi a decisão correta. Olha, chego a conclusões tão profundas que a liberdade oferecida por mim agora me faz ir contra algo que foi socado dentro de minha história e percebo quanta ilusão nós trazemos acerca do que é espiritualidade e o que é religiosidade. Percebo um sistema muito frágil dentro de todos nós. Vivemos em busca de uma realidade quase inatingível e uma experiência muito subjetiva do que realmente quer dizer, servir a Deus. Um dos grandes questionamentos que me fiz, foi: se vocação é algo tão importante a ser seguida, porque a Igreja manda embora tantos seminaristas? E não digo aqueles que não fazem o processo natural da coisa, mas aqueles que têm vocação e por erro da própria Igreja exclui e rotula. Portanto, será que eles vão ter que sofrer a vida toda por não exercerem a vocação que lhes é própria, segundo a Igreja? Ou seja, a própria vocação não tem seu poder de dar alegria ou felicidade a alguém. E, mais ainda, a busca por um Deus que dá a vida se torna mais ampla do que nunca, ao depararmos com a felicidade dentro daquilo que fazemos enquanto seres humanos e não como seres humanos exercendo aquilo que dizem que devemos exercer.
Quem disse que somos isso ou aquilo? Quem determina a liberdade de alguém? A liberdade como fator de socialização e de humanização, perde seu valor quando o individuo perde a sua capacidade de ser o que é, onde quer que esteja. Uma vez vigiados pelo sistema que o cerca, ele perde a capacidade de expressar aquilo que ele realmente é e vive oprimido pelo próprio SER que o força a expressar algo que não pode. Sofre por dentro de manifesta uma dura realidade de viver sem sentido e sem motivos.
Olha, lendo A ORDEM DO DISCURSO, de Michael Foucault, percebo nitidamente isso dentro de mim e dentro de tantos que conheço. Ledo engano achar que depois de determinado tempo a gente conseguirá dizer o que quer e fazer o que quer. Seriam duas coisas mais repugnantes no caráter de alguém.
1) Você assina seu atestado de falsidade, não sendo coerente consigo mesmo e principalmente com aqueles que o cercam. Quem realmente é você? O que você realmente quer ser no futuro. Mas se era assim, porque mudou de repente?
2) Achar que mudará a situação quando na verdade não mudou nem mesmo você. Mostra que há sistemas muito mais políticos que religiosos. Muito mais de disputas de ego, do que de luta pela capacidade de crescimento de alguém.

Ora, assim funciona os esquemas e quero ser livre o suficiente para poder escrever o que escrevo e ser o que sou. Correr atrás dos meus sonhos está mais perto do que posso imaginar. Ter oportunidade para isso é questão de momento, de tempo, de espaço para tal. Agora, faço e vivo tudo isso com liberdade de ser feliz e ser alguém que pode ser mais e mais. A quem interessar posar, vivo feliz da vida. Sofrendo as demoras do capitalismo e sendo fiel a mim mesmo e aos propósitos que eu sigo. Engraçado, se omito alguma coisa hoje em dia, é para preservar a vida de alguns e não a minha. Mudei de foco, de estado de espírito, de religião (?). Seria o caso de repensar a vida e voltar aos fatos. Vivam e vivam com alegria e responsabilidade, tenham um ótimo currículo e alguém para te indicar. Assim é a vida. Por isso quem pode pode; quem não pode rouba para ter o mínimo necessário e não contas extras retiradas de não sei onde com dinheiro de muitos “alguéns”. Pensar e pensar. Eis a questão.
Se você se identificou com este texto deixe seu comentário. Positivo ou negativo.
Já ia me esquecendo.
Boas Ondas.
ALOHA.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Retorno ao que não era mais.


























Bom dia. Ou melhor: sejam bem-vindos novamente ao meu blog. Quase não escrevo por perder tempo com outras bobagens na internet. Confesso, sou adepto as tranqueiras que nos mantém colados a tela de computador. Bem ao estilo ORKUT de ser, minha vida só tem dado muitas mudadas para o bem e para o ao tão bem. Mas posso ter aqui um canal de presença e de colocar para fora aquilo que sinto. Mas não creio que este seja o intuito desta minha escrita. Depois de muito pensar sobre minhas idas e vindas neste ambiente, tomei a liberdade de voltar e escrever aquilo que penso e retornar a minha capacidade de ser pensante nesse mundo tão passageiro.
Ontem, depois de receber uma resposta negativa sobre um histórico, um bendito papel ao qual necessitava para conseguir dar aulas para o Estado, bateu aquela tristeza básica, mas nada demais, só frustração mesmo. E como sempre acontece comigo, paro para pensar em alternativas e colocar em prática minha resolução de vida.
Depois de exercer milhões de papéis com várias pessoas e várias pessoas exercerem milhões de papéis comigo, entenda-se aqui ao estilo psicodrama de fazer, resolvi ser um pouco papéis de outras pessoas e “dar a louca” e o salto necessário para ser feliz, ao menos enquanto não consigo um emprego decente. Não aquele da EMBRATEL que quer pessoas que trabalhem de graça durante 1 mês, como máscara de treinamento, e depois manda embora alguém que perdeu 1 mês da vida trabalhando de graça. Como já diz a nem tão célebre frase: ultimamente, nem injeção na testa está de graça, BOTOX é caríssimo.
Parei, refleti e pensei novamente sobre as diversas formas de sermos felizes. Não quero entrar no mérito da questão, pois dinheiro faz falta mesmo. Mas sempre falamos, ou melhor, eu sempre falei que o melhor é o ser alguém e não ter algo antes de ser. Estou tendo que colocar em prática esse quesito. Procurei rever meus conceitos e perceber que preciso de um emprego, também parei para entender que a situação não está em minhas mãos somente. Meus currículos estão entregues, eu não estou fazendo corpo mole e muito menos quero algo que seja desesperador e que contribua para minha infelicidade.
Eu tenho perspectivas de onde quero chegar e sei que sou capaz, pois massa cinzenta nunca me faltou, porém, percebo que estava entrando na onda de querer ser materialista e obter crescimento rápido onde não existe. Tudo é questão de tempo, trabalho e muito suor. Aburguezamento – e aí vai minha pontada a quem sentir – só traz para nós corpo mole no futuro. Tudo que é de mão beijada é chato demais, no futuro. Então, parei de sofrer as demoras de um sistema capitalista e que está fora do nosso controle. Estou a espera do que me é de bom e o que tenho a oferecer de bom, também.
Este será apenas uma postagem de reabertura de meu blog e nada mais. Fico feliz em saber que há pessoas que torcem por mim. Não um “sem noção” que veio em minha casa, prestar um serviço público, e se achou no devido direito de dar palpites sobre o que acha ou não acerca da vida alheia. Apenas, no estilo Elberth de ser, dei a entender que era para ele se manter no posto de funcionário público, fazer seu trabalho e ir embora. Já não basta ter entrado em nossa residência, ainda queria entrar na vida alheia. Poupe-me. Para isso tem meu Orkut. Digita lá e vai ver se me encontra. Tem informação demais para quem quiser saber de minha vida. Aliás, quando eu for novela para ser seguida, capítulo a capítulo, eu avisarei a quem interessar possa.
Termino com uma célebre frase: “Linhagem é no banheiro que se tem. Sozinho é que o pedigree mostra o rabo. Mesmo porque linha é não perder o respeito nem de si, nem dos outros, só isso, simples”. (Adélia Prado)

segunda-feira, 1 de março de 2010

Complicado e Perfeitinho

Quando eu era criança, meus pais me deram um brinquedo muito legal e que eu adorava brincar. Não era o Lego, mas tinha a mesma função de montagem. Nele, as peças vinham todas em tamanhos maiores, afinal, era necessário para as crianças terem capacidades de ao menos poderem acoplar umas nas outras. Podíamos fazer rodas gigantes, carrinhos, robôs e tantos outros pensamentos que vinham a cabeça. Meu sonho era montar uma roda gigante completa, daquelas que seria possível girar. Mas porque eu estou escrevendo isso? Simplesmente para dizer sobre minha vida hoje.
Tenho percebido que a vida é como cada peça desse brinquedo (não que a vida seja brincadeira!), tentamos acoplar cada peça afim de que a vida de sua função, tenha a sua competência e possibilite uma ação posterior: viver.
Vamos tentando com todas as nossas vontades e abertura para o outro, sermos alguém melhor. Conseguir ultrapassar nossos limites, e mesmo que sejamos imperfeitos, queremos ser melhor para o outro e com o outro. Mas nem tudo nessas peças se encaixam, nem tudo é como queremos. As vezes faltam peças, por outras não podemos colocar mais espaços entre elas, e provavelmente, aquilo que queríamos realizar na montagem não saia como realmente esperávamos.
Não me culpo por não ter encaixe em peças que são importantes, nem julgo por mudanças pessoais que não podem acontecer. Creio que quando estamos vivendo essa montagem, e queremos que a vida tenha sua função de viver, temos que ter a coragem de ser verdadeiro e agir conforme se expressa.
Mudando de assunto. Hoje eu creio na corporeidade, plenamente. E vivo ela de todas as maneiras possíveis. Meu corpo não esconde algo errado em minha mente e minha mente não consegue paralisar os sentimentos e emoções que percorrem meu estado emocional. Ser "problemático" é isso: mostrar o que se sente, mesmo que as pessoas não concordem. Somos eternas incógnitas e sempre seremos para o outro. A exposição de vida é a realidade que vivemos, nua e crua. Se me deparo diante de alguém, posso até fingir, mas não por muito tempo. E quando se é verdadeiro, até isso passa a ser mentiroso, porque as pessoas não estão acostumada com essa realidade. As aparências enganam e a verdade obscurece. Lembro sempre do mito das cavernas. É difícil ver a luz, dói, machuca os olhos e não possibilita enxergar de imediato. É complicado mesmo. Entendo perfeitamente, pois passei por isso há muitos anos atrás. O que chamam de insensibilidade, eu chamo de consciência. E o que chamam de falsidade, eu concluo que é falta de conhecimento e confiança das pessoas. Para mim, continuo na mesma... sentindo, pensando, querendo, sonhando, atestando, aromatizando, percebendo, vivendo. Porque nunca parei a vida por causa de nada - quem me conhece sabe disso! - a independência é minha marca. Vou ao cinema, ao shopping, à praia, ao centro da cidade, à padaria, à lanchonete sozinho. Tenho duas pernas, mas também sou capaz de dá-las a alguém que realmente precise delas e que saiba utilizá-las bem.
Voltando a montagem. Não houve peças para o final. Não houve. O que resta é desmontar tudo e construir de novo, talvez com menor tamanho, menor proporção, mas com a função de viver.
Gente, lembrem-se sempre, nunca julguem, aprendam a escutar e a crescer com as coisas. Ódio ou raiva de alguém, traz ódio e raiva. Pra que aborrecer a vida, se podemos acolhê-la e fazer com que ela floresça para o amor. Acolham, nunca se esqueçam disso. Acolham.
Boas ondas.
Aloha.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Duas pessoas.

Tenho visto que muitas situações de nossa vida dependem de nós mesmo, de nossas escolhas, determinações e pensamento positivo. Não tenho nada a enfrentar do que meus próprios medos, minhas próprias sombras. Por que pensei em dizer isso? Ontem conheci algumas pessoas muito legais e que fizeram diferença em minha vida, mudaram o sentido do meu coração que estava tão a procura de conforto e abrigo, descanso e paz. Claro, para os mais religiosos esse encontro de dá em Jesus Cristo, mas digo de concretude. De encontro com a realidade que nos cerca e que muitas vezes queremos fazer dela uma realidade celeste, cheia de vislumbramentos e posições cabalísticas, onde a suposição maior que temos é a se vai chover ou fazer sol "na nossa horta". Falo de coisas concretas, gente igual a gente. E conheci realmente duas pessoas legais, que fizeram diferença em meu pensamento. Nomes não importam, o que importa é o fato em si e as conclusões que chegamos com o que a vida nos reserva.
As duas são sonhos de como devem ser o ser humano, se pudessemos plasmar as duas em uma soh, seria a condição ideal para termos alguém fora do comum. Criaríamos uma pessoa com todas as condições de ser bem sucedida. Uma tem sua caracteristica própria: questionadora, presença, aprofunda nas coisas sem ao menos podrmos perceber que está indo conosco no mais fundo de nós mesmos e que deseja retirar de nós aquilo que realmente pensa. Não imaginei que ela estava desejosa de aprofundar tanto o conhecimento de si e do outro. Fui pego de surpresa.
A outra pessoa é de extrema facilidade de encantamento, é capaz de fazer nó em pingo d'água. Quando você perceber já estará envolvido pela sua conversa, pelo seu sorriso e pela sua contagiante forma de dizer "seja bem vindo".
Fui pego de surpresa por duas pessoas fantásticas, que ontem reviraram minha vida e me colocaram de pernas para o ar. Jogaram minha mente e meu coração em todas as direções e eu nem sabia o que dizer, o que responder e como agir.
Ontem percebi que sou extremamente racional, ultra mega pensativo em cada palavra, e nada nesse mundo passa por cima de meus valores e, aquilo que eu penso é aquilo que sem eu querer, ajo.
Ontem eu vi claramente que minha cabeça está ligada diretamente aos meus sentimentos. Meu corpo é comandado por uma cadeia de reações que não consigo esconder. Eu falei pelo olhar, pela voz, pelo corpo, pela respiração, eu disse. Foi extremamente desconfortante, na mesma medida em que foi particularmente aliviador.
ão desgostei de ninguém, não me fiz de mal entendido e muito menos não deixei de lado o prazer de estar com, de dizer para e de amar... apenas me deram o direito de estar à vontade na minha caminhada.
Eu queria poder ter um botão em minha cabeça que pudesse ligar e desligar, hoje sei o que o Raphinha quis dizer. Ligar para 'sim' e desligar para 'não'.
Hoje eu paro para pensar nas pessoas que eu conheci ontem, as duas. Eu olho e mantenho minha mente inflexível, sem condições de pensar.
O que escrevo, eu escrevo para mim mesmo. talvez você não entenda. Não tem problema. Não quero que entenda, apenas identifique-se. Tudo nessa vida é identificar-se com alguém, mais, seria apenas dizer os nomes das pessoas, o que eu quis dizer e o assuntos dos fatos ocorridos. Isso é meu, somente meu.
Boas ondas.
Aloha.